Soterrada por livros acadêmicos, páginas de Diário Oficial e discursos de políticos, me senti feliz em poder dar uma respirada lendo uma narrativa mais amigável e nem por isso menos interessante."Opening Mexico: The making of a democracy" conta através da história de pessoas comuns o processo de democratização do país. O livro começa narrando a noite passada em claro por Conchalupe, uma mulher Monterrey que no dia seguinte seria observadora voluntária das eleições de 2000. O histórico momento em que os mexicanos encerraram, nas urnas, as mais de sete décadas de "dinastia PRI" é contado pelos olhos desta neta de um dos quatro políticos da oposição que, em 1946, haviam pela primeira vez conquistado assentos no Congresso Federal. Na época de seu avô "a hegemonia priista era tão sólida que muitos acham que apenas loucos ou masoquistas poderiam querer concorrer aos cargos". Julia Preston e Samuel Dillon são premiados repórteres do New York Times e seu livro mostra a intimidade que têm com a complicada política mexicana. Post inspirado na chegada do Douglas e nas muitas parcerias que se originaram no trabalho - e seguiram para a vida - que vemos por aí. A partir de hoje, passo a narrar algumas coisas nesse blog na primeira pessoa do plural. :-)


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